"Não sei andar sozinha nessas ruas, mas tudo me acalma no seu olhar. Não sei andar sozinha nessas ruas, mas tudo me acalma no seu olhar. Ando só, como um pássaro voando. Ando só, como se voasse em bando. Ando só, pois só eu sei andar, sem saber até quando ando só. Não sei andar sozinha nessas ruas, mas tudo me acalma no seu olhar. Não sei andar sozinho e ando só nessas ruas. Não sei andar, ando como um pássaro voando. Ando só mas não sei andar sozinha. Há um pássaro voando em bando e tudo me acalma no seu olhar, pois só eu sei andar sem saber até quando. Ando só."

Nome

Arthemis Little

Idade

365 a.C.

Signo

E eles acreditavam nessa de signo naquela época???

Cor Favorita

Verde/roxo (são duas, bobinha! mas eu gosto das duas, deixa, vai...)

Gosta de...

Cinema, O Teatro Mágico, música, chocolate, desenhos idiotas, ler, fotos, viajar, receber cartas, comer, dormir e gosto muito de algumas pessoas.

Não gosta de...

Acordar, baratas, tédio, e quando todas as coisas de que gosto acabam...

Onde mora

Em Nowhereland

Bandas e cantores favoritos

O Teatro Mágico, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Beatles, Seu Zé, Silverchair, Spice Girls, Alanis Morissette, Aerosmith, e costumo gostar de música clássica

Super Herói favorito

Capitão Cueca

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Sábado, Dezembro 13, 2008

Tubar, O Relojoeiro - Parte 1


Tubar, O Relojoeiro, morava sozinho nos fundos de sua relojoaria. Não porque fosse feio ou arrogante, na verdade, como necessário a todo relojoeiro, Tubar era muito paciente, e isso, associado aos sorrisos tímidos - talvez por sua condição natural de poucas palavras, ou pelo fato de seus dentes serem todos tortos - que não hesitava em distribuir a todos que em sua loja entravam, fazia dele uma pessoa deveras simpática e não bonita, mas tampouco repugnante.
Sua relojoaria era antiquada, mas não havia nada naquela rua que brilhasse mais que ela. Tubar cuidava de sua loja como qualquer um que cuida da única coisa que tem a se prender. Mas nenhuma dessas qualidades fazia com que não corresse pela vizinhança o medo despertado pelo mistério que envolvia o relojoeiro. Havia naquela rua muitas casas grandes, alguns estabelacimentos comerciais e até mesmo um grande banco, mas ao fim do mês nenhum dos envelopes que guardavam as contas de energia pesava mais que o da relojoaria. Naturalmente, o carteiro foi o primeiro a espalhar boatos, mas esse não entregava mais cartas, assim como a maioria dos moradores da rua não era mais antiga que Tubar, os antigos vizinhos não mais moravam lá e ninguém realmente conhecia a sua história.
Certo dia, o sino que ficava pendurado na porta da relojoaria tocou, e uma jovem adentrou o estabelecimento. Absorto no conserto de um relógio de bolso particularmente complicado, Tubar não ergueu de imediato a cabeça, fazendo-o apenas quando a moça estava de costas olhando uma das prateleiras.
-Pois não? - disse ele, levando subitamente um susto quando viu o rosto que se virava em sua direção, conseguindo, porém, disfarçar quase de imediato. Em proporções quase alarmantes, a jovem se parecia com alguém, e ele sabia exatamente quem.
-Só estou olhando - disse a moça, com um sorriso.
-Você mora aqui? É nova na vizinhança?
-Não, venho de longe, sou nova na cidade. E o senhor, mora aqui?
-Sim, moro nos fundos da loja - disse ele, com um de seus sorrisos tímidos e a cabeça fervilhando em pensamentos - sabia que a senhorita se parece bastante com minha irmã mais nova? Ela também mora comigo.
-Poxa vida, que coincidência, não?
-Não, nada é coincidência - disse baixinho, para si mesmo, e assustou-se com o fato de a jovem ter ouvido.
-O quê?
-Perguntei se gostaria de conhecê-la, ela deve ter a mesma idade que você, quem sabe se não estudam na mesma escola? Ela pode apresentar nosso bairro à senhorita.
-Ah, creio que seria bastante oportuno.
De um salto, Tubar se levantou de seu banquinho e afastou a cortina que separava a loja da casa, convidando-a a entrar.
-Acompanhe-me, por favor, minha irmã deve estar no porão.
-No porão?
-Sim, no porão, ela costuma ter muito o que fazer por lá.
Os dois entraram na casa pouco iluminada e não demoraram para chegar ao porão, tão pequeno era o lugar. Ele deixou que ela entrasse e disse que iria buscar algo. Quando a moça chegou ao fim da escada, ouviu passos apressados no andar de cima, e poucos segundos depois viu descer a escada o relojoeiro, com o rosto desenhado de aflição e desespero.
-Uma mulher... Morta... No beco sem saída atrás da minha casa - disse, gaguejando apenas o suficiente para que ela ainda pudesse entender o que falava - por favor, chame as autoridades competentes!
A moça correu até o telefone mais próximo e, perguntando-se por que o telefone ficava no porão, fez como pediu Tubar. Quando desligou, ele já estava mais calmo, e a levou para conhecer sua irmã. A moça, recuperando-se do susto, percebeu que havia, na parede à sua frente, três portas, e que Tubar se encaminhava para uma delas.
-Quem era a mulher? - perguntou ela, antes que ele pudesse abrir a porta.
-A mulher era você, agora faça a gentileza de conhecer minha irmã antes que a polícia chegue para levar seu corpo - o relojoeiro disse, abrindo a porta.

Por Arthemis e Joe

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Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

Não te sintas estranha se minha humilde pessoa disser que és a menina dos meus olhos, pois longe deles não te quero ver jamais. Cada unidade de luz que em ti reflete se acomoda em meus olhos tão delicadamente quanto é possível a uma simples unidade de luz que se enobrece pelo fato de tocar-te. O vento se faz forte para alcançar-te e pára ao conseguir, querendo apenas ser o ar ao teu redor. O ar que tu respiras é o mais puro, é o melhor, é aquele que está perto de ti. Viver ao teu lado é em mim o que há de essencial, ver o sorriso dos teus olhos, a correria solta dos teus cabelos, mas não as lágrimas. As lágrimas, nunca.
A primavera te segue por todos os cantos para que em teu caminho não haja escuridão, e as flores são felizes por te ver passar. Tudo ao teu redor lá se encontra unicamente por tua causa. Quero que tirem de mim a lua, os doces e a música que dá ritmo à minha vida, mas que nunca me torturem ao me fazerem passar metade de um instante longe de você, minha pequena ana.

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Sábado, Outubro 04, 2008

-Como faço para amar alguém?
-Por que quer saber?
-Quero aprender a evitar. Como faço para amar alguém?
-Não faz. O amor é uma coisa que sai das pessoas e vaga pelo mundo, até o dia em que encontra um qualquer andando pelo meio da rua e pensa "gostei de você". A partir de então, passa a habitar essa pessoa e fazer das coisas mais mirabolantes para que o ser que habita e o ser de onde saiu se encontrem. Não há o que se possa fazer contra isso.
-Você entende mesmo dessas coisas?
-Não.


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Quinta-feira, Agosto 14, 2008



Arthur



Todos são apenas "aqueles" perto de alguém que atraia para si meus olhares por pouco mais que um instante e, por todas as vezes, faça durante esse instante eu me apaixonar. São bilhões de pessoas no mundo e eu, com todo o meu pouco dinheiro, darei o que quiser aquela que encontrar qualquer um que se aproxime de você.
Tenho para mim que amizades nem sempre são eternas e que as brigas, mesmo não mais que singelas, podem destruir uma paixão. Mas os amores nunca se vão.

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Sábado, Julho 19, 2008

Nostalgia não mais



Há muito tempo sentia isso, mas o cansaço dos dias não a deixava assumir tal inverossimilhança com sua saudável aperência saltitante. O fato era que a pequena ana não mais fazia parte da vida da maioria das pessoas que havia conhecido, e achava que era aquela a pior das sensações de impotência.
Até mesmo aqueles que por certo momento trocaram tão imensurável alegria com ela, por algum motivo, agora brincavam de pular corda com as crianças da rua de cima. A pequena ana sentia que conhecia a razão para todo aquele vazio que preenchia seu frágil corpo, e isso não era dos consolos o melhor, pois a culpa era quase somente dela, por não saber seguir a tendência do comportamento humano inerente à sua idade.
Sentada naquela cadeira, ela via a vida alheia passar em frente aos seus olhos, sentindo a mão de ferro, de que tanto ouvira falar nos filmes, apertar seu coração, e sabendo que não haveria forma de mudar a maioria daquelas coisas.
Havendo presenciado o mesmo estado de seus próprios sentimentos muitas vezes antes, a pequena ana andou em direção ao sono, seu entorpecente habitual, e abriu a porta dos sonhos sabendo que amanhã acordaria melhor.

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Quinta-feira, Maio 01, 2008



Diego



Tenho pensado em qualquer coisa ligada a você e percebi que não posso passar sem isso, que sem fazê-lo não encontro motivação para coisa nenhuma na esfera que envolve todos os componentes da minha vida. Tenho pensado em qualquer coisa ligada a você e descobri que ligo qualquer parte do meu pensamento a algo que me leve acidentalmente a pensar em você, que faço de tudo que guardo dentro da cabeça uma ligação a uma das inúmeras rotas pelas quais minhas divagações caminham para te encontrar.
Sou dona de uma sabedoria que me diz para não lutar, que não há no mundo o que possa me fazer acreditar que é boa idéia pensar que são em vão os momentos em que me deixo levar pela irresistível sensação de encontrar na lembrança o cheiro que sai de você e empresta à minha humilde pessoa segundos de total redenção ao sentimento amor.
Tenho pensado em você e duvidado seriamente de que seja verdadeiro aquilo que tantos poetas dizem sentir, em seus versos apaixonados, pelo simples fato de que pouco acredito que haja entre os seres viventes de hoje e de séculos atrás aquele que sentiu algo de amplitude maior que um terço deste entorpecente não-sei-o-quê que sinto agora e em todas as ocasiões em que me apaixono novamente por você.
O pobre "eu te amo" e todas as outras fúteis tentativas de retratar por completo esse ser abstrato e sem nome que se apossa de mim quando penso em você já não fazem sentido dentro do meu entendimento. Tenho pensado em qualquer coisa ligada a você e acho que preciso criar uma nova palavra para dizer que você é tudo em que penso.

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Quarta-feira, Março 26, 2008

Escrever letras aos vizinhos de todos os vizinhos de cada habitante do mundo, guardá-las em envelopes coloridos e entregá-los a todo pássaro mensageiro que saiba aos destinos chegar. Desviar toda a produção mundial de lápis, giz, tinta e quaisquer objetos que possam imprimir cor a todos os papéis e cartolinas que existirem: criar cartazes.
Cartazer criar, afixar cartazes, mover cada cavalo que se mova a vida para leva-los a todos os viajantes que não receberem as letras enviadas. Cantar músicas, escrever seus conteúdos e melodias a fim de que a linguagem universal não deixe de fora nem aqueles que não sabem decifrar os caracteres unidos em papel que com o tempo se acaba. Enviar decibéis, emiti-los em tal intensidade, que quase chegue a estourar as caixas de som.
Cartazes afixar, letras enviar, músicas cantar, para que tudo o que é animado neste pequeno planeta saiba que a pequena ana é feliz.
E a pequena ana é feliz.

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Quinta-feira, Outubro 18, 2007

-Meu cabelo não é ruim, não, meu cabelo é enrolado, bem enroladinho, e com ele eu posso fazer o que quiser. Posso enrolar mais, menos, mais ou menos, deixar todo liso ou deixar como é, que é meu cabelo enroladinho. Ruim, mas ruim mesmo, é aquele cabelo que nem friso pega, é o cabelo da modelo que nem novelo de lã consegue deixar enroladinho que nem o meu!

Ana passara toda a vida tentando dar um jeito naquele cabelo, tentando fazer com que ele ficasse liso como o das modelos. Ela mesma vivia em seu mundo estereotipado, industrializado e completamente importado, querendo ser igual a eles, mas afinal quem são eles? O que é rock'n roll (os óculos do John ou o olhar do Paul?)? Ela nunca havia parado para pensar nisso.

Mas um dia algo novo apareceu à sua frente, e se os estudiosos dizem que literatura boa é aquela que apresenta algo novo, Ana sabia o que era aquilo, aquilo era outra forma de arte - mas arte era - era a pura boa música. Ana sentiu-se, como nunca antes, envolvida por aquelas estranhas ondas que perfuravam como algodão seus olhos, seus ouvidos e seu coração - e no mundo dos sonhos de Ana, esse órgão, e não cinzento lá de cima, é sim o centro das emoções.

A mágica do teatro, não o teatro prédio imóvel que apresenta peças, mas a peça móvel não só de teatro que se apresentava naquele momento, plantou em Ana a semente de algo maior, da pessoa maior que ela passaria a ser após aquele dia.

E desde então os horizontes daquela menina quase não mais podem ser vistos por ela mesma, ela aprendeu a ver, ouvir, e não só respeitar, mas gostar de tudo aquilo que estava ali e ela não via. Uma parte que não tinha.

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Segunda-feira, Novembro 27, 2006

Utopia

-Por que as coisas não são como nós queremos?
-Não sei. Acho que é o destino de todos nós... A felicidade é inatingível. De qualquer forma, falar da desgraça habitual é sempre bom. O que você quer e não tem?
-Não é necessariamente "o que", mas "quem". Eu queria alguém só para mim. Alguém que gostasse de mim tanto quanto eu pudesse gostar dessa pessoa, ou mais que isso. Alguém que se preocupasse comigo, mas não se preocupasse com meus defeitos. Alguém que não tivesse defeitos com os quais eu poderia me incomodar. Alguém que fizesse algo por mim, e alguém por quem eu sofreria para fazer algo. Eu quero alguém só para mim, e você? - perguntou, com os olhos cheios de lágrimas - existe algo que você queira?
-Eu só quero você.

Mas, afinal, nem sempre somos quem as pessoas querem que sejamos. A felicidade é inatingível.

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Domingo, Outubro 29, 2006

Janaina sentia o vazio voltando e os insetos não deixavam a casa.
Não queria que ele voltasse.
Como queria tê-lo de volta só para ela.
O vazio a incomodava. Nada para se sentir a não ser um grande... Nada. Apenas os insetos a faziam companhia, e não era exatamente isso que ela queria. Não era exatamente eles que ela queria.
Na casa em que estava presa, as janelas não eram abertas. Ela fora privada de seu único e verdadeiro amor. E passava os dias, um após o outro, sem intervalo e sem direito a viagens ao futuro, pensando nele.
Janaina sentia falta dele, de todos os momentos que passaram juntos, só os dois. Apenas Janaina e o vento. O vento, que sempre a abraçou, e que nunca a deixou sentir-se sozinha. Ela sempre tinha o vento, e ele sempre estava lá, onde e quando ela quisesse. Ela não precisava vê-lo, queria apenas senti-lo.
Ela não o queria.
Ela não os queria.
Ela apenas queria fazer parte dele.


por -=littlearthemis=- * |

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